Ao ler a reportagem “Relaxar e voar”, revista Jet magazine/agosto/08, fiquei bastante satisfeita ao perceber que um assunto que, normalmente, é tratado “a boca miúda”, o famoso medo, também conhecido como fobia, estava ali para que todos vissem e lessem. A reportagem versava entre outras coisas que pelo menos 42% dos brasileiros, sofrem desse medo específico que é denominado de aerofobia.
Percebam o conforto que nos toma quando sabemos que dividimos o nosso medo com um número tão representativo. Por isso acredito que a informação é a melhor fonte de segurança e a que pode nos tranqüilizar.
Quero ressaltar algumas informações que poderão contribuir para que possamos “voar sem estresse”: Primeiramente é o nosso modo de pensar, pois ele afeta diretamente o que sentimos, e isso é automático, assim se pensarmos em fatos agradáveis nos sentiremos felizes e se pensarmos em fatos desagradáveis ficaremos tristes. Ou seja, um sentimento, normalmente, é causado por um pensamento específico. Portanto ao mudarmos nossos pensamentos mudaremos, automaticamente, nossos sentimentos. Então não há problema? Infelizmente há sim, pois os pensamentos automáticos podem estar distorcidos e precisam ser questionados.
Por exemplo: dor no peito, formigamento, tonteira, entre outros, são sintomas de um ataque cardíaco, entretanto são alguns dos sintomas que compõem o quadro de ansiedade e que podem ser decorrentes de excesso de preocupação. É fundamental distinguir o que é perigoso e o que é desagradável. Nem sempre o desagradável representa perigo iminente, apesar das nossas sensações.
O segundo elemento e não menos importantes são os mitos existentes na nossa cultura assim como mito da perda de controle que aparece quando ficamos ansiosos. E a ansiedade pode aumentar tanto que poderemos ter a sensação que realmente perderemos o controle da situação que estamos vivendo. Um autor desconhecido já nos informou há muito tempo que ansiedade é algo que dá e passa, ninguém morre de ansiedade e nem há estatística a esse respeito.
Podemos pensar que o pior que pode nos acontecer durante um ataque de pânico seria um desmaio, mas também não há estatística associando desmaio a ansiedade são somente sensações que não se confirmam.
Podemos concluir afirmando que quanto mais você se conhecer e compreender suas reações frente à ansiedade menor será a possibilidade de acontecer um ataque de pânico e você poderá usufruir do prazer que proporciona um vôo.
Hoje contamos com diversas alternativas para combater o medo de voar, como cursos, seminários, visitas a aviões, vôos de familiarização, etc. No entanto, em casos de fobias mais severas será necessário uma abordagem terapêutica.
Nesse campo ganha destaque a Terapia Cognitivo Comportamental, TCC, que promove resultados rápidos e satisfatórios com tratamentos que variam de 8 a 12 sessões sendo que esta definição de sessões será avaliada pelo terapeuta e pelo cliente.
Assim, se a viagem aérea causar algum sofrimento não se conforme. Busque, entre as diversas alternativas, a mais indicada a você. E bons vôos!
Sônia Mansur – Terapeuta Cognitivista Comportamental – CRP-5ª - 23978