Difícil colocar em palavras nossos sentimentos. Mas vou tentar... Já há alguns anos, viagem de avião significa pânico para mim... Durante os voos, chorava o tempo todo, segurando uma oração e pedindo para não morrer. A cada barulho, turbulência, luz acesa para apertar os cintos eu pensava: “’ é agora. Vou morrer...”. Mas eu tinha certeza absoluta disso... Era a minha hora...
Fiquei mais de um ano sem me arriscar em viagens aéreas, quando surgiu uma ótima oportunidade para ir a Paris com meu marido... Como as coisas aconteceram muito rápido, não deu tempo para eu pensar... Em poucas horas já estava com a passagem comprada e tudo marcado... Mas quando a “ficha caiu” que eu iria passar quase 11 horas dentro de um avião, iria passar horas em cima de um oceano, sem terra embaixo, enlouqueci. Tive certeza absoluta que era a passagem para a minha morte. Passei a não dormir mais, e imaginar a vida dos meus dois filhos sem pai e mãe... Comecei a envolver toda a minha família nesta paranóia... Já estava deixando por escrito o que era para ser feito caso nós morrêssemos...
Aí, um dia, falando meu desespero para um amigo, por sinal piloto, ele me falou da “tal Fátima” do curso para quem tem medo de voar... Não pensei nem um minuto: “vou fazer”. E fiz. Não preciso dizer como foi o curso. Preciso sim, dizer como foi minha viagem de ida e volta a Paris...
Foi MARAVILHOSA! Parece que uma outra pessoa estava naquele voo. A cada barulho, turbulência ou acender das luzes eu pensava em cada palavra sua...“Você não é especialista em barulhos de avião”... “Turbulência não derruba avião”... O piloto tem família, também quer voltar para casa “... E assim por diante. Nas horas das turbulências, eu me desapegava do banco, respirava fundo, ouvia a música, e fechava os olhos... Quando dava por mim, já estava pensando nos meus filhotes esperando os inúmeros presentes que traríamos para eles...
Realmente só preciso dizer MUITO OBRIGADA. Cada palavra sua, cada frase sua, ficou gravada na minha memória. E eu não pretendo esquecê-las nunca. Você foi um anjo que caiu do céu. Caiu do céu não. Pois anjo nem avião caem do céu... É assim que eu penso agora!
"Durante muito tempo para mim, "voar "tinha se transformado em um enorme pesadelo. Todas as vezes que eu precisava viajar a trabalho ( porque a passeio nem pensar ), o pânico tomava conta de mim .
A medida que a viagem se aproximava , diminuíam consideravelmente meus momentos de tranquilidade , não conseguia dormir e um medo imenso tomava conta de mim.
Tudo que eu imaginava é que eu ia morrer naquela viagem, que não voltaria a ver minha família.
Um dia me deparei com uma reportagem " Quem tem medo de voar ?" e assim cheguei a você, que não prometeu um milagre ou cura mágica, mas que efetivamente se dispôs a me ajudar a superar o que me parecia impossível.
Finalmente pude falar dos meu medos, de como minhas mãos ficavam agarradas a poltrona na hora da decolagem, que cada barulho que o avião fazia minha imaginação o transformava numa pane, e logo em seguida viria um desastre e, lógico, eu logo ia morrer e por aí em diante .
Conversamos por um longo tempo e pude compreender que as coisas que você me dizia eram coisas que realmente podiam me ajudar.
Esse pensamento e essa certeza foram meus companheiros e me ajudaram muito.
Fiz os exercícios de relaxamento, escutei a música, lembrei de cada recomendação e me preparei durante uma semana para minha primeira experiência de voar aceitando minhas limitações. Logo no início notei uma grande transformação em mim, até o momento do voo eu não tinha perdido nenhuma noite de sono, tive a opção de antecipar o voo e fiz isso, pois queria logo ver como eu iria reagir (até te liguei, aliás, em minha primeira viagem te liguei inúmeras vezes para te contar do meu passo a passo).
Enfim chegou a hora e eu finalmente embarquei, não sem medo, ou querendo me transformar em uma aeromoça, mas tentando viver cada situação apenas no momento em que ela chegasse de fato. Porque iria me preocupar com algo que ainda nem tinha acontecido? (hoje acho que essa foi minha maior superação, pois na realidade percebi que durante um longo tempo me preocupei com inúmeras coisas que nunca chegaram a acontecer).
Suas palavras de apoio e incentivo foram minhas melhores companheiras de viagem, a cada turbulência, a cada subida e descida lá estava eu fazendo a contagem, a respiração, lendo.
Nos últimos tempos já enfrentei aeroportos fechando devido a temporais, turbulências, enfim, só rindo, porque "tudo" me aconteceu nessas ultimas viagens, só que eu já aprendi a controlar minha ansiedade e transformei o que eu chamava de "voo para a morte em voo para a vida,".
Continuo não querendo trabalhar em aviação, mas levarei sempre tudo isso que descobri com você em minha mala todas as vezes em que precisar voar"!
"No começo não dei muita importância ao meu medo. Até que virou pânico. Na última viagem tive que tomar remédio, dei vexame. Fique com aquela cena na memória. O curso dá um chão, ensina que você pode se controlar sim. Gostei! Só tomei coragem de viajar seis meses depois. Foi bacana me ver ali de novo. Mas foi um voo muito tranquilo. Me pergunto como seria se tivesse turbulência, teria me saído bem? Deixo pra contar depois".
"O medo às vezes se aquietava, mas quando entrava no avião lá estava ele. Fiz o curso com mais quatro e achei importante saber que outras pessoas sentem o mesmo que você. Na primeira viagem já notei a diferença, há um outro sentimento no lugar do medo e com certeza é mais agradável".
"Pensei que nunca mais ia entrar em um avião. O medo foi crescendo e me paralisou. Viajar se tornou um martírio, além do sofrimento era constrangedor. Minha terapeuta me incentivou a fazer o curso. Como sou "pé no chão" preciso de respostas lógicas. Realmente tive todas as respostas "racionais" que precisava. Viajei logo após, quis testar meus limites. Não vou dizer que foi uma tranquilidade, mas também não passei pelo sofrimento de antes, o que já é um bom começo".
"A viagem parecia um teste do curso. Peguei seis aviões de porte variado, tive duas panes leves e uma turbulência considerável. Só nessa hora fiquei um pouco mais tenso, mas controlado! Notei que outras pessoas também estavam como eu. As mudanças foram claras; estou bem mais tranquilo".
"Havia tentado alguns tratamentos mas o medo de voar permanecia. O curso era uma esperança. Gostei da forma transparente com que trataram o assunto, sem falsas promessas. Fiz o modelo individual e uma semana depois viajei. Apesar da ansiedade e um pouco de tensão, não se compara ao sofrimento de antes. Fiz alguns exercícios durante a viagem e isso ajudou muito. Agora sei que posso viajar".
"Só a perspectiva de viajar já me deixava tensa. Pequenas viagens de lazer viravam um problema. Tive oportunidade de ver o filme quando o curso estava sendo criado e só com isso consegui uma melhora bem significativa. Animada, fiz o curso completo e logo depois viajei. A viagem foi muito boa, diferente de todas as outras. Os conceitos que aprendi foram muito importantes pois me ajudaram a controlar o medo".
"Depois do curso, o meu nível de ansiedade baixou muito, estando agora de razoável para pouca. Durante o voo, especialmente os curtos, estou pouquíssimo ansiosa, bem mais tranquila. Fiquei muito satisfeita, tive 100 % de retorno do meu investimento".
"Não há formula mágica pra perder o medo, cada um precisa descobrir um caminho próprio, uma saída. Os testes foram muito importantes pois cada mostrou um aspecto de mim. Passei a entender melhor o que sinto. Viajei duas semanas depois, ainda com um pouco de ansiedade, mas só o fato de conseguir viajar já é um excelente resultado".
"São tantas as notícias sobre aviação e todas preocupantes. O medo vai sendo plantado na gente. No início do ano precisei fazer uma viagem e não consegui, voltei do aeroporto. Um amigo me indicou o curso. Achei interessante pois eles fazem uma fotografia do medo de cada um, assim os "remédios" são diferentes. Então lá estava eu de novo no aeroporto e desta vez não voltei. Na ida fui acompanhado e me senti relativamente seguro. Mas foi na volta, sozinho, que percebi que estou pronto para outras viagens. Assumi meu controle".